sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SEXTA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO DE 2017

SCARCELA JORGE
JORNALISTA








COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge.

O PATRIOTISMO COMO MARCO PERMANENTE DA NOSSA HISTÓRIA.

Nobres:

Diante da acentuada crise moral que vem abatendo o país em função das denominadas “de suas excelências os políticos corruptos” preferimos enveredar pelas novas gerações que infelizmente convivem presentemente com um vácuo de referências simbólicas, por esta razão sempre gera discussão em torno das chamadas “obrigações cívicas” ainda é fortemente marcada pela compleição do regime militar que sucumbiu com a dita “Nova República. Certo ou errado, o resultado é que na medida nada ocupou o lugar dos programas e atividades referentes ao congraçamento do espaço público. Discutir essa temática não significa, em absoluto, buscar uma volta ao passado, uma lamentação nostálgica a um período de repressão e autoritarismo que não fez nenhum bem aos cidadãos brasileiros. Significa buscar recuperar a discussão sobre quem somos como brasileiros, qual o passado comum que podemos compartilhar e chamar de “nosso”, quais as referências que nos permitem trilhar uma narrativa de pátria, de identidade, de compromisso, de defesa de valores que constituem o que chamamos de “direitos de todos”. Essa tarefa está em aberto, para além dos heróis fabricados ou imaginados. A cronologia de educadores, poetas, pesquisadores, líderes comunitários, empreendedores, democratas, trabalhadores que construíram esse país para além de seus próprios interesses, para além de seus próprios privilégios. Aliás, essa vontade de apagar o passado da presença dos militares no poder levou, logo após, o início da redemocratização, ao fim das disciplinas de Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política do Brasil e Estudos dos Problemas Brasileiros, além de esvaziar e depois praticamente extinguir o Projeto Rondon, que levava jovens dos grandes centros urbanos para conhecer e conviver com a realidade de outras regiões do país. Os currículos escolares foram revisados e os chamados “heróis da pátria” remanejados para o limbo, quando não “desconstruídos” pela nova linguagem no poder. Da mesma forma as manifestações em relação aos símbolos da pátria, bandeira e hino e suas festividades também caíram em desuso e até o desrespeito ao se proclamar.
Antônio Scarcela Jorge.

Nenhum comentário:

Postar um comentário